sábado, 20 de dezembro de 2008

Aclamada graciosa Insígnia minha


14-15-16/12/2008

Tocante estrela, imanente iluminada ser encantador
Intocáveis risos estes cativante astro avassalador
Marcante pérola, incandescente afável seu olhar
Vislumbráveis bens bela sereia, define mar

Moça, é concebível comoção, charme arrasante
Indiscutível poder de sedução dama inocência
Diga se verídica é sua existência
Serias gerada de imaginação quimérica delirante?

Pare, não mexa, quero poder apreciar
Segue, me enlouqueça, finalize acalorado fascínio
Prossegue, vai, acabe por me aprisionar

Permita-me viver, construir seu mundo onírico
Não te escondas admirada jovem viçosa
És imponente rara jóia aclamada graciosa




Autor: Maico Fernando Costa

Motivo: Este poema feito excepcionalmente em virtude da comemoração do aniversário de uma amiga minha, um presente meu a ela, uma maneira simplória que encontrei para parabenizá-la.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Incoerente inconseqüência


Inconseqüente incoerente ser
Perpassas por seus princípios sem pudor algum
Monstro que até as traças relutam em não devorar
Que até seus mais sórdidos pedaços físicos corporais insistem em o abjurar
Já não se faz presente, não és digno de honra
Por onde andas? Mais um solitário no meio da multidão
Mais um sóbrio entre os embriagados
Mais um embriagado entre sóbrios
É , tu sabes ser invisível
Certo seguir seus ideais
Mesmo quando estes mesmos ideais
Ultrapassam a linha do limite daquilo
Que não se deve ultrapassar, ou mesmo chegar?
Errado contrariar estes mesmos ideais
Abnegando toda ou qualquer tipo de emoção
Em nome daquilo a qual chamamos de razão?
Vida, você vida, você mesmo, "isso", âmago de meu "eu"
Tenha escrúpulos consigo mesmo, não te machuques
Não se atenha à forças distantes não inerentes ao racional
Se prive deste "mal necessário" chamado amor
Ei amor, você amor, você mesmo, me diga quem és, existe?
Eu o conheço? Me diga, se te denomina aquele que transcende
Ilumina, irradia, une. Esse incondicional incomensurável abstrato ser
O todo de todas mais ricas emoções, porque também fere?
Se define dor!? Se define necessariamente entre dois seres?
Hipocrisia sua, hipocrisia minha . Ei amor, eu o conheço?

AUTOR: Maico Fernando Costa

sábado, 18 de outubro de 2008

Vida Inteligente!!!!!!


Existe vida inteligível o suficiente para reconhecer
O que, ou quem, de fato é, ainda um remanescente
Da era romântica, que creio nunca ter existido,
Com quem falo, quem está aí?
Concentro minha esperança,
Apareçam sólidos amantes da afetividade sentimentalista?
Façamos uma corrente contra
Este mundo pobre de sentimento.
Sinceramente falando, estou cansado,
Enojo-me deste mundo.
Isolo-me neste mundo de teatro,
Onde sou apenas mais um,
O mais solitário dentre todos os personagens.



AUTOR: Maico Fernando Costa

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Estes Momentos


21/22/09/2008 - Domingo/Segunda-Feira - 23:00

"A perfeição se encontra em momentos"
Possível é, me jogar, transcorrer-te tempo?
Possível é, atesto, imobilizo, faço-a surgir
A paixão intensa ardente, faz existir

"E que seja eterno enquanto dure"
Incessantemente reluto em abjurar imprudente razão
Inerente a ti, amor porquanto perdure
Por sincero transcende o pulsivo coração

Parece-me doce viciantes lábios de mel
Cortantes, impetuosos olhos brilhantes, norteiam, dizem
Eloqüente sorrisos, produtores vitais, desnorteiam, invadem
Menina mulher, tua pureza configura o céu

Encerra de uma vez arquétipo sedutor
Enfeitice-me suave meiga virtuosa flor
Inesperada loucura, eminente devaneio, conspira romance
Louco amor, és condenado tolo infame

"Um dia de cada vez" agora
Não se deixe estagnado - móvel, insiste
Oportuno resplandecer, define-se única soberana aurora
Sim, o tempo não mais existe


AUTOR: Maico Fernando Costa

Motivo: se encontra em momentos.




quarta-feira, 18 de junho de 2008

Tempo


04/09/2006 - Segunda-Feira

Tempo, tempo, tempo
Porque estas ausente
Porque não tenho mais
Aquele tempo presente

Que saudade
Será certo ter saudade
De quem não se faz presente



AUTOR: Maico Fernando Costa

06/03/2007 - 1:10 da manhã

Algo que fascinas, meiga, és encantadora
Olhar indefeso, misterioso, virtuoso ao céu
Doce voz, deliciosa melodia, és mel
Algo reluzente, sorriso iluminador, esplêndida aurora

Bom estes quatro versinhos fiz especialmente para uma amiga minha em Franca, no meu primeiro ano de faculdade.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Amor


26/01/2006 - Quinta-Feira

Amor é cego
Imprevisível
Ás vezes eterno, duradouro

Um amor atendido
Nos faz sentir
Nos faz alguém escolhido
Uma paixão correspondida
Alguém pra nossa vida

Sim, pode machucar
É divino, sincero
Faz viajar, nos faz sonhar



Quis aqui, dar uma definição do que representa o amor para mim. Deixei bem nítido, de uma forma, um certo descontentamento meu, com a situação em vigência naquele momento em minha vida, ainda que de uma maneira implícita.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Inalcançável


26/01/2006 - Quinta-Feira

Queria que me olhasse
Queria que me notasse
Te levaria para conhecer o mundo
Te mostraria quão importante ao seu lado
É cada segundo

Sei que saber seu nome
Te conhecer
Ainda não me basta pra te ter

É-me o necessário
Pra te manter
Viva dentro da minha mente

Perto do meu coração
Distante da minha vida
Ainda que me parecendo uma doce ilusão


Resumo este pequeno poema em duas palavras: Amor Platônico


AUTOR: Maico Fernando Costa

"Pensamentos duvidosos, capazes de duvidarem até mesmo da própria dúvida deturpante deste pobre coração indeciso. Inesperado. Sofrido. Batido".


AUTOR: Maico Fernando Costa

"As mesmas linhas descritas pelo real significado de um olhar, são as mesmas que mostram a verdadeira pureza e veracidade que lhes são advindas de seu ser"


AUTOR: Maico Fernando Costa

Permanentes Mágoas


22/12/2006 - Quinta-Feira - 14hs20min

Porque defeitos?
Não chega hostilizarem
Tanto este jeito
Porque motivo de risadas?

Tento não dar motivos
Não se faz, de nada adianta
O que compro
De alguém imito
Se não imito...

Palavras que não dizem
Mas quando falam
Basicamente o que dizem
Vivência esta

A contra-gosto
Concernente dia-a-dia
Palhaço pras pessoas rirem
O patinho feio pras pessoas se divertirem



AUTOR: Maico Fernando Costa

É relatado neste poema, também adaptado de versos, como me parecia minha convivência com alguns amigos na infância. Pode ser, e acredito que é bem provável, que tudo o que me acontecia, podia não ser nesta proporção relatada no poema, mas um dos momentos de um adolescente revoltado, e que qualquer "coisinha", poderia vir a se tornar num estopim para a sua rebeldia com o mundo em que habita. Visível insatisfação, tentando resolver seus problemas com os amigos, aguentando tudo calado, talvez tentasse resolver estes contratempos, em continuando a conviver com eles, esperançoso de que não o tomassem mais como o maltratado, bobo. Aparente medo de quebrar estes vínculos, e não encontrar outros. Muitas pessoas tentam chamar a atenção sendo brincalhonas, divertidas, extrovertidas, desinibidas, despreocupadas, já outras, tentam através mesmo de sua timidez, de seus esforços em atividades que os outros possam prestar a atenção, através de uma simples observação, uma simples atitude, uma constante luta, de uma maneira sutil, ser reconhecido.

Desprezável Tortura


No ar um desprezo
Alguém sempre com um menosprezo
Pronto a derrubar
A postos para decepcionar

As pessoas batem e não há reação
Espancam, e mesmo assim falta coragem
O que sou? Fracote?
Uma mercadoria amassada
Prestes para no lixo ser jogada

Procura de respostas
Quando as acho, não fazem diferença
Quando as encontro, se dizem na ausência

Difícil é, a felicidade impossível
Onde não tem, procuro entendê-la
Tentativas sem razão
Impossibilita
Me entristece, me parece, me carece, paixão




AUTOR: Maico Fernando Costa

A sensação de estar excluso perante o meio de convívio dos amigos. Dúvidas, uma inconformação com a aparência, e atitudes de si próprio. Uma constante luta contra seus dogmas, preceitos e conceitos.

Traiçoeiro Tempo


30/11/2005 - Quarta-Feira

A tanto tempo
Que já não sei mais o que é o tempo
Nada mais me significa
Nada mais me identifica

Não sei mais se existe amor
Uma palavra de tempos
Causas de torpor
Algum dia terei?

Há momentos que enxergo solidão
Inalcançável valor reconhecido
Por vezes pelos outros esquecido

Ás vezes me acham, me escondo e nunca me encontram
Quando quero
Quando menos espero

Me descobrem,
Triste, machucado
Magoado, todo arrebentado
Perdido na escuridão
Só nesta multidão



Aqui está bem notável um sentimento de derrota, de batalha perdida, conformismo com a situação. Não aceitação de si próprio.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Dores de uma vida


30/10/2005 - Domingo

Passado ausente
Triste saber
Já não mais presente
Saudades, lembranças
Prantos a soar
Este tempo
Recalcado pelo vento

Também aquela dor que me apavora
Quando penso vai embora
Aqui de novo está, aqui de novo machuca
Destrói pouco a pouco

Há sempre algo que tira a calma
Perturba a alma
Está pela metade, solitária
Me provem o contrário

Preciso de carinho, necessito amor
Chamo alguém, anseio uma paixão
A mulher que me consiga luz,
Sossego a este coração


Há quanto anos escrevo
Aquilo que devo, o que não devo
Uma maneira, uma expressão
Um modo, uma bobeira
Blasfêmia asneira
Meu alento



Este pode se dizer, um dos poemas, em que adaptei de meus versos também. Nele mais uma vez explícito os conflitos de um jovem adolescente.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Lembranças Suas


22/03/2006 - Quarta-Feira

Em tudo que olho te percebo
Em tudo que procuro
Você que vejo

Olhando as estrelas
Descubro seus olhos
Vendo a lua
Percebo seu rosto
O sol me lembra seu sorriso
As nuvens seu corpo

Tu és para mim
A essência de minha vida
A razão do meu viver
Motivo que faz chorar
Porque de todo meu sofrer

Sei que não sou quem esperas
Sei também que não sou o amor
Que tu veneras

Tenho uma pequena esperança
Ainda que viva na tua lembrança
Esperando seu chamado
Entendendo seu lado
Mesmo que não queiras
Ainda assim conformado



Em um momento de devaneios, em prantos, quando me dei conta estava escrevendo o quanto ela fazia parte de minha vida, mesmo não sabendo do quanto eu a admirava, o quanto alucinado eu estava. Citando a palavra esperança no poema, na verdade, talvez eu nem tivesse esperança, sabia que não poderia ser correspondido, mas o simples fato de colocar no papel esta palavra, de uma certa forma me aliviava. Era um conforto.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Em Busca do Que não se Encontra


10/12/2005 - Sábado

Busquei aonde não tinha
Procurei até aonde não existia
Tudo se foi
Nada se faz
Tudo se pressupõe

Não consegui achar
Tentei, mas seu amor pra mim
Não consegui encontrar

Não quero, tenho!?
Um dia você
Será que encontrarei
Nos confins do distante
Uma estrela mais brilhante
Que a luz do seu olhar

Em busca disso irei
Em todos cantos
Procurarei
Preciso for
Até o infinito voarei



Pela primeira vez e única, se não me engano, escrevi um poema não relatando uma vivência minha, mas sim de um amigo, que me dissera sobre sua relação com sua ex-namorada, o quanto o entristecia o fato de terem terminado, de não estarem mais juntos.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Mistério Lunar


Admirado, pasmo a fitar este exuberante céu
Procuro desvendar o segredo de tanta beleza
Da harmonia que há entre a lua e as estrelas, como combinam
Se completam

Lua que serviu de cúmplice para os amantes apaixonados
Ao longo dos tempos pegos, aprisionados
Magia e encanto a que lhes foi destinado

Só as estrelas e sua companheira lua
São provas deste malefício e ônus entristecedor que carreguei
Do quanto chorei
Por esta que tanto esperei
Aquela que tanto amei



Tento deixar bem claro neste, toda minha admiração por esta que tanto me inspira, que tanto venero, ela mesmo, a Lua. E pra não perder o costume, uma pitadinha de platonismo, obs: marca registrada a que me pertence.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Se


06/01/2006 - Sexta-Feira

Quem dera pudesse fazer parte de seus sonhos
Pudesse te abraçar, te beijar
Sem a preocupação de que o tempo existisse
Sem medo de que o mundo pudesse acabar

Esse seu olhar
Seria impossível um homem que te visse
E não resistisse a tal beleza

Seu sorriso
Lindo, modelado perfeitamente pela mãe natureza
A muitos serviria de inspiração
Já para mim, a cada vez que o vejo
Seria como se por vezes
Flechassem meu coração


Nessa ocasião tentei descrever ao máximo a sua beleza, e uma explícita vontade em tê-la ao meu lado, essa que porque não dizer, foi minha musa inspiradora em alguns de meus poemas. Parte de um passado, o qual não vale a pena relembrar.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Esperançosa Vontade


10-11-14-13-22-31/01/2006
01-16/02/2006

Conseguirei um grande amor
Existirá um ponto final pra minha dor
De ti, só me pertencem as lembranças

Mas a felicidade parece tão distante
A vontade de tê-la em meus braços a cada instante
Me faz delirar

Fico sedento de vontade de poder lhe beijar
Sinto que a solidão persiste em não me abandonar
Minha alma é livre
Meu ser é solitário

Anseio pelo calor de seu corpo
Sofro por você
Choro por tanto te querer


Foi feito um conjunto de versos, seqüenciado de rimas, as quais tentei organizar em formato, na estrutura de um poema. Mais uma vez visível aí, a evidência de um sentimento não correspondido por parte da moça.


AUTOR: Maico Fernando Costa

terça-feira, 17 de junho de 2008

Torturante, incerteza instigante


11/06/2006

Estou cego para o mundo
Vivendo triste
Como se pra mim a felicidade não existisse
Sinto que caminho a um poço sem fundo

Amada minha, foges de meu lado
Sinto meu coração ferido
Percebo tudo perdido
Não sou digno de tê-la, fico conformado

Sozinho procuro a metade
Me parece impossível
Achar tu, luz da verdade

Verdade que me traz confiança
Encontro com a vida
Sei, difícil, aqui esperança




De fato não é um poema que pode despertar algum interesse, suas rimas não são tão atrativas, mas atesto, na ocasião, escrevi aí toda a minha tristeza e decepção.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Chagas de Amor


Viver sem seu amor
É estar perdido
Em um lugar estranho
Pra lá do infinito

Não ter seu amor correspondido
É estar ferido
Por rosas espinhosas
Com espinhos ardorosos

Não ter a coragem
De te dizer te amo
É simplesmente estar em castigo
Um deserto sozinho
Rodeado de perigos

Minha flor, minha vida
Minha dor, minha ferida
O que me faz viver
O que faz meu ser
Conduz-me





Quando ainda estava no ensino fundamental, aos 12, 13 anos mais ou menos, fiz este poema, pensando em um amor platônico, acreditem se quiser, o qual idealizei por nada mais nada menos do que 7, 8 anos, até o 3º ano de meu colegial. Confesso, perdi aí grande parte de minha vida.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Meus Olhos


27/05/2006 - Sábado

Meu olhos enxergam a escuridão
Tristes enfrentam a solidão
Ao longe em meio a um clarão
Avistam a multidão

Estão solitários
Sozinhos, desolados
Esperando seu amor
Convivendo com a dor

Minha alma clama por ti
Sofre por você
Chora por tanto te querer

E meus olhos já vermelhos
Te refletem como um espelho
Já não me pertencem
Já não são meus
Perdi-os lhe contemplando

Sua beleza é minha perdição
Seu jeito meigo me cativa
Tudo isto fere meu coração

Fonte que me inspira
Razão da minha vida
És para sempre m'eterna paixão

As mesmas linhas descrevidas pelo real significado de um olhar, são as mesmas que mostram a verdadeira pureza e veracidade que lhes são advindas de seu ser




O curioso deste poema, é que o fiz depois de olhar no espelho, e ter percebido, que (além de feio,kkkkrsrsrs) meus olhos estavam marejados de lágrimas, pelas inúmeras vezes que nos meus tempos de primário, ensino fundamental e colegial, chorei por um romance (só para destacar, o mesmo, nesse tempo todo) não realizado, não correspondido.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Doce Lua




12/07/2006 - Quarta-Feira

Oh lua, és tão doce
Seu brilho, aos apaixonados ilumina
E aos enamorados fascina
Pra todo o sempre bela tu foste

Queria ser seu mais nobre habitante
Se não, seus traços minuciosos tocar
Ou de mais perto poder te apreciar
Nem que para isso tivesse que ser um mutante

Lua doce lua
Tens a perfeição de uma linda mulher nua
Sois meu carma

Por vezes me serviu de inspiração
Por noites cicatrizou as feridas de meu coração
És meu alento

Nem preciso falar néh, sem palavras, linda, querida lua linda. De um fragmento de uma música, faço uma pequena adaptação: "Tu és, a criatura mais linda, que meus olhos jã virão". Doce lua.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Feroz Tempo


12/12/2006 - Terça-Feira

Diante de meus olhos toda uma vida
Onde estás ó inoportuno, feroz, relutante tempo
Levais minha maior lembrança pelos fortes ventos
Me leve contigo por caminhos sem saída

Saudade, és minha, por todo sempre inimiga
Machucas, fere, destrói corações, sim, és tristeza
Significado de dor, sois a perdição, fraqueza
Impregnada em mim, á conjuro a maldita

Memórias lindas perambulam pelos meus conturbados pensamentos
Me maltrata a alma, me espedaça todo
Acabaste comigo, me perturbando, corroendo aqui dentro

Não estar sóbrio poderia ser uma vantagem
Estar lúcido, me faria descrever as farsas
Escrevo com a alma, calma precisa, incessante coragem




Este poema foi feito exatamente no dia do jantar de minha formatura do colegial, clima de fim de festa, despedida, uma das últimas vezes que a sala vai estar reunida, resultado: de súbito uma grande tristeza, e melancolia por isso. Pela primeira vez fiz um poema com os ânimos alterados (um pouco tonto, um pouco embutocado de bebida alcóolica, rsrs), profundamente triste. Foi sincero, verdadeiro, o que eu sentia no momento, do mais profundo âmago de meu ser, foi transposto para o caderno, ou melhor, o que eu ainda sinto. Saudades.


AUTOR: Maico Fernando Costa

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Por quê das Lágrimas


De que me valem as lágrimas
Se delas de nada posso aproveitar
Se minhas atitudes são meu pesar
De que me valem sendo traumáticas

Inexplicável que atormentas este pobre coração
Por que tens que ser misterioso?
Por que és um ser duvidoso ?
Explicável que liberta me mostre salvação

Procuro forças que me façam resistir
Procuro no inexistente o possível almejado
Encontro nas palavras razões para insistir

Luz que brilha e tudo transforma
Olhos que penetram e nada dizem
Infortuno meu, incerteza que me apavora


Em contraste aqui, mais uma fase de tristezas, lamentações, o que pressupõe a idealização de um amor. A esperança, essa incessante luta por esse que aparenta estar tão longínqüo.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Dias marcados, Raros segundos


28/11/2007 - Quarta-Feira

Foram os melhores momentos de minha vida
Digo aqueles que ficam, permanecem na memória
Confesso, estão fortalecidos nesse coração, fazem história
Foram estes, perpetuarão sempre, enriqueceram meus dias

Garoto, és companheiro, meigo, mostraste ser especial
E tu, com sua alegria espontânea, contagiante
Menino, demonstras ponderável ser, brincalhão sem igual
Você, zombateiro, divertido, trazendo felicidade, estrela brilhante

Meus amigos, minha família, meu porto seguro
Raios de luz, me convencem fazer existir
Nobres colegas, enobrecem-me, constroem amor, conduzem sentir
Meus irmãos, meus guias foram, fidelidade juro

Atroz destino, amaldiçoou impiedoso, privo-me de viver
A recusa transforma o corpo, faz perecer
A conformação ignora o sentimento, preocupante esquecimento
Que tempo este, leva consigo verdadeiros momentos

Minhas indagações se confundem com certezas torturantes
Dúvidas compenetradas de tristeza a penetrar pensamentos
Atesto, cada vez mais destituído, confesso, distante
Me escondo, covardemente? Deixo-me buscar pelos ventos



Em meus últimos momentos em Franca, a descrição de cada pessoa, cada amigo, pessoas que de alguma forma, sem querer, foram entrando de mansinho, e quando percebi, já faziam parte de minha vida, fazem parte de minha vida. Minha história.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Doce Triste "(Des) ilusão"


Um momento de tristeza
Sonhos que se desmancham
Pensamentos que entram
Confundindo minha cabeça

Sinais de depressão
Mais uma vez te perdi sem te ter
Fico, continuo sem te conhecer
Estacas atravessadas no meu coração

Aqui jaz um espectro mal acabado
Não sei, não posso
Tentar olhar para o lado

Não tenho mais forças
Perdi as esperanças, me falta coragem
Me isolo nesse mundo de teatro, onde sou apenas mais um: o mais solitário dentre todos os personagens



Mais um amor platônico não correspondido na vida de um colegial. Não precisa nem falar mais nada néh....rsrsrsrskkkkkk


AUTOR: Maico Fernando Costa

Valores


15/11/2006 - Quarta-Feira

Por que te tornas triste
Em um dia pra felicidade
Eu sei não possuo bondade
Escuridão, em me atormentar insiste

Não valorizas o que tens
As pessoas que te cercam
Mereço os que me amam
De que valem meus bens

Noite, silenciosa, linda, sempre foste
Perfumada, intrigante, és um mistério
Me mostre luz indiferente noite

Onde estas ó distante perseguido
Caminho, ainda não estas encontrado
Sou incompreendido, por caminhos perdidos


Em um momento de tristeza, talvez por mais um ano de aniversário que se vai, foi descrevida aí toda a insatisfação, de não se achar digno de qualquer amor ou amizade, vinda tanto de familiares como de amigos. Mais um ano que se vai.


AUTOR: Maico Fernando Costa

domingo, 15 de junho de 2008

Primeira Visão


O que tu consegues ver?
Um homem triste, confuso, sozinho?
Um homem solitário em espinhos ?
Vejo alguém preocupado, sem poder

Maldito dentre os homens, exilado
Aquele que sofre, chora, escuridão
Aquele diferente vivendo de ilusão
Maldito dentre as espécies, calado

Dúvidas deste mundo, me falem
Incertezas do obscuro, me apareçam
Buracos do abismo, me privem

És um relez, pobre menino
Dos confins, tentativas de ressurgir
Vivo, eu invento, amor, sinto



É bem visível o descontentamento consigo mesmo, se sentindo só, preocupado com seu futuro na faculdade, notas, o curso. Sintomas até que compreensíveis, se tratando de um recém saído do colegial, a entrar em uma faculdade, uma nova vida, novos horizontes. Era um sábado a noite do ano de 2007, quando foi feito este poema.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Emoção: Uma divindade enriquecedora


19/10/2007 - Segunda-Feira - 1:00 da manhã

Emoção, revelaste detentora única deste ser
Medo perturbante nos conduza a fuga
Alegria vibrante nos instiga a luta
Solidão, mostraste perdedora destituída de poder

Te pareces salvador da iluminada paixão
És aquele amor composto de vida
És ponderável senhor que tudo ensina
Te pareces digno ser chamado coração

Que face esta puxa-nos em verdade
Ao brilho reluzente contagiante que atrai
Chamo-a esplêndida força rainha transformadora, felicidade

Creiamos nas batidas deste pobre coração
Amemos este órgão que tanto pulsa
Exultantes de alegria digamos: constituímos emoção



Excepcionalmente este poema foi feito com a finalidade de apenas servir como parte de um trabalho, um seminário a ser apresentado como nota parcial de uma das disciplinas do 1º ano meu de Psicologia.
Saudades eternas - 2007 - 1º O Noturno de Psicologia


AUTOR: Maico Fernando Costa

Infindável Martírio


25/06/2007 - Segunda-Feira

Tudo se parece estabilizado, normal
Forças do amor, trazendo melancolia
Forças da dor, crescendo agonia
Tudo se parece embaçado, igual

Te mostras aquela doce menina
Me provaste não obstante, diferente
Me convenceste, és luz reluzente
Te mostras especial, que cativa

Preso nos cárceres da solidão
Buscando liberdade, se faz inatingível
Careço, carinho, em minha reclusão

Algoz mensageiro da verdade, malfeitor
No silêncio das palavras sobrevivo
Destinado, penalizado ao excluso merecedor



É bem nítido aí, o quão é elogiada a mulher, descrevendo bem as suas qualidades, isenta de qualquer defeito. Este amor platônico, apenas idealizado, e a grande tristeza, por não ter pra si o carinho, a reciprocidade do amor desta moça por quem ele é apaixonado.


AUTOR: Maico Fernando Costa

Temerário vendido, Incerto menino



07-08-09/06/2008 - Segunda-Feira

Por onde começar, ó obstinado coração apressado
Maléfico este, aquele por onde perpassa cobiça
Maléfico garoto, aquele ingênuo, fraco, sem malícia
Por onde andar, ó afortunado destino calado

Procuraste nas temperanças da vida, ser empobrecido
A carência gera desespero, procura aconchego, vantagem
A inocência gera repulsa, busca liberdade, coragem
Inventaste falso humor impregnável ator enrubescido

Meu constante dote solitarismo continua ainda inexorável
Que saga esta sombria interminável, confunde, enlouquece
Sobrevoando pelos vales deturpantes, alcanço o inabitável

Faço meu próprio mundo, inconseqüente monstro entristecido
Tu és covarde, condenada alma que padece
Implore pela realidade, lamentável verdade, conforme-se vencido



AUTOR: Maico Fernando Costa

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