domingo, 27 de março de 2011

Nobre jovem Poeta


Ei menino! Já pensaste em não renegar?
As vontades caladas, guiadas, denegadas em vão
podem ainda por tentar não mais deixar
que as minúcias possam lhe encarcerar nesta reclusão

Verse versos viris versáteis vivos seus vícios
Deixe-se inebriar pelas paixões efervescentes de outrora
embora por vezes entenda derrotas como inglórias
Levante e encante, tuas rimas dispensam suplícios

Jovem Poeta, és espontaneidade, cara rara raridade
Preservei-te dos engodos exasperados de fortes ditos
Bastei-me aqui jubiloso em aclamar honrosa amizade

Felicitações meu caro, às canções em advento!
Os dançantes celebram cantantes esta socializante celebração
Congratulações pelos seus, às emoções em contento!



M. F. C.

Do Afeto


Conto para que não se esqueça
Do dia invólucro nos moldes romanescos
Do puro, fora escuro. Jogue-se! Enlouqueça!
Não deixe que a vida desapareça

Minta sem preceder e comova eloqüente
Siga em querer e iluda inconsequente
Laços não admitem regras que normatizam
Meus passos guiados se enganam, martirizam!

Eis que as correntes do afeto
me aprisionam; ingênuo, não as percebo
Tomam conta do cerne da minh'alma

Ah se o se detesse
Não colocaria a expectativa em cárcere
Minha clausura inventa fantasia, glorifica-se célebre


MAICO FERNANDO COSTA e GUSTAVO GUIMARÃES FERRI

sábado, 5 de março de 2011

A Rua


Começo por descrever um menino
Arremesso as angústias que circunscrevem
Ele, sozinho, pássaros em perigo
Ventos no tempo, profetas prescrevem

E essa sensação de antemão
Anuncia a insatisfação do coração
Palpita aceleradamente des-compensando o irredutível
Duvido desta vazia população indiscutível

Um esboço sem forma adequada
O menino de toalha molhada
A rua silencia seus pensamentos

Não existem números, inexistem pessoas
E o vento? Confunde realidade
Estou lá, minha resoluta maldade



M. F. C.