domingo, 31 de julho de 2011

Portas que vão



Parece-me que em algum lugar
as pessoas aprenderam se desgostar;
eis a resoluta morte disso,
a ininterrupta fonte do isso

Os desejos não podem ser expressos,
almas devem pagar pelo ingresso,
da felicidade encadeada por vozes,
da calamidade chamada às vezes.

Às vezes cabe pensar a denominação
Em vezes faz chamar-lhe coração
Ingrato querer vagar “vagarosamente” vacante

Gritei pelos ventos viajados velados
Passe aos lados, veja quão
fortes são portas que vão



M. F. C.

Nada mais, não mais

Um comentário:

Gustavo G. Ferri disse...

Caro Irmão, que achemos portas que levem para uma verdadeira produção de desejos, e refutando aquelas que querem consumí-lo e negá-lo, impedindo assim de vivermos a vida, as alegrias e tristezas. Que criamos portas que nos levem a um verdadeiro Sentir! Grande Abraço!